As novas faces do fascismo
Enzo Traverso; lucas Nevesقیمت نهایی
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مشخصات کتاب
- نویسنده
- Enzo Traverso; lucas Neves
- ناشر
- Editora Âyiné
- سال انتشار
- ۲۰۲۱
- فرمت
- MOBI
- زبان
- pt
- حجم فایل
- ۱٫۱ مگابایت
- شابک
- 9786586683257، 9786586683332، 9786586683400، 9786586683608، 9786586683837، 9788592649906، 6586683254، 6586683335، 6586683408، 6586683602، 6586683831، 8592649900
دربارهٔ کتاب
Quais são os significados do fascismo no começo do século XXI? Quando pronunciamos essa palavra, nossa memória volta aos anos entre as duas guerras mundiais e vislumbra uma paisagem sombria de violência, ditaduras e genocídios. Essas imagens, espontaneamente, vem à tona diante da ascensão da extrema direita, do racismo, da xenofobia, da islamofobia e do terrorismo, sendo o último frequentemente descrito como uma forma de fascismo islâmico. Para além de algumas analogias superficiais, no entanto, essas tendências contemporâneas revelam muitas dessemelhanças, provavelmente maiores do que suas afinidades, em relação ao fascismo histórico. Paradoxalmente, o medo do terrorismo alimenta populistas e racistas, com Marine Le Pen na França e a alt-right americana alegando serem as barreiras mais eficazes contra o "fascismo jihadista". Mas, sendo o fascismo um produto do imperialismo, podemos definir um movimento terrorista, cujo principal alvo é a dominação ocidental, como fascista? Esclarecendo esses temas contraditórios, o olhar histórico de Enzo Traverso nos ajuda a decifrar os enigmas do presente. O autor sugere o conceito de pós-facismo como um fenômeno híbrido, que não passa pela reprodução do antigo fascismo, nem por algo totalmente diferente, para assim definir um conjunto de movimentos heterogêneos e transacionais, suspensos entre um passado que ainda assombra nossas memórias e um futuro desconhecido. Como encarar a vida sob a perspectiva dos filósofos gregos? E se lançássemos mão da sabedoria dos antigos para encarar a vida com mais leveza? E se escolhêssemos ter Pitágoras e Parmênides, Epiteto e Pirro, Epicuro e Diógenes como mestres? Em Lições de felicidade, Ilaria Gaspari, pensadora sutil e original, combina o rigor da pesquisa filosófica com a intuição do dado empírico, análise e síntese, mostrando que, como faziam os gregos antigos, é possível curar-se com a filosofia. Essa disciplina, muito longe de ser apenas um estudo teórico, estático e sem vida, se revela sabedoria prática que, cultivada dia após dia, é capaz de transformar. Com maestria e naturalidade, a autora adentra questões debatidas há milênios, aprofundando o não dito que se lê além dos enunciados, mostrando que sob a superfície sempre há outras camadas. Durante uma viagem de seis semanas, cada uma seguindo os preceitos de diferentes escolas filosóficas da Grécia Antiga, Ilaria Gaspari será levada a questionar não apenas as noções sedimentadas ao longo dos anos, mas a vida em seu todo. Nessa jornada, aprenderá a entender a natureza do tempo, jamais perdido, a achar-se suspensa diante da incerteza; aprenderá que o desconforto gerado pela novidade também nos mantém vivos, que errar não é apenas lícito, mas necessário: erro e errância levam sempre à descoberta. Um exercício de filosofia prática que mostra que seguir fórmulas concebidas há mais de dois mil anos não é uma tarefa simples, mas pode levar a uma fascinante busca pela felicidade. Em O Contágio da Mentira - Como sobreviver na cultura do corona, Martim Vasques da Cunha explica que a crise de hierarquia surgida com a pandemia da covid-19 não ocorreu somente no mundo da natureza ou no da cultura. Ela se deu sobretudo no mundo das elites intelectuais e políticas. E aqui não sabemos se, por exemplo, a peste pode ter sido causa ou consequência de más decisões desses homens públicos. O que se reconhece é que, nesses casos, há um flagelo ainda pior do que a catástrofe natural: a anarquia da sociedade. No livro, conta-se como, nesse ambiente de caos, a mentira impera – e infelizmente contagia aqueles que deveriam combatê-la a todo custo: os intelectuais, os escritores, os jornalistas e os pesquisadores da ciência. Ao mesmo tempo, o autor se pergunta se esses mesmos sujeitos, ao insistirem em suas opções equivocadas, não seriam uma peste à parte. Afinal, eles mexem com o conhecimento e a memória e, quando todos esses sábios se tornam indistintos, o próprio ato de conhecer perde a sua função e o seu propósito. Por isso, O Contágio da Mentira surge para nos ajudar a entender um pouco mais o que realmente se passa quando uma epidemia atinge não só o tecido social, mas principalmente a própria existência de um país, no âmbito do que significa se informar e saber o que de fato acontece com seu povo. Em 1964, Alberto Manguel, então com dezesseis anos, trabalhava em uma famosa livraria de Buenos Aires, onde era possível encontrar as últimas novidades publicadas na Europa e nos Estados Unidos - e onde todas as tardes Borges passava, retornando da Biblioteca Nacional. Um dia, o escritor, já cego, perguntou ao jovem Manguel se ele estaria disposto a ler para ele à noite, já que sua mãe, Doña Leonor, com noventa anos, se cansava facilmente. O apartamento de Borges é um lugar fora do tempo, povoado de livros e palavras, um universo puramente verbal onde Manguel descobrirá o tipo de conversa que lhe era congenial - a dos livros e de sua feitura. E descobrirá (ele que havia crescido em Israel e que a partir de 1968 viveria em diversos países), a única terra à qual vale a pena pertencer - a da literatura. Com uma paixão constantemente moderada por um afável comedimento, Manguel nos faz compartilhar sua descoberta, permitindo-nos conhecer o que de Borges não conhecíamos. Tanto que, no final, nos é difícil acreditar que não conhecemos pessoalmente Borges, que não fomos hóspedes em sua casa. Ao longo do século XX, o intelectual foi uma inteligência crítica que afirmava a verdade contra o poder. Zola, Orwell, Arendt, Sartre e Pasolini, para citar apenas alguns, encarnaram essa figura em momentos diferentes. Hoje, essa palavra perdeu sua aura e designa sobretudo os personagens que invadem os nossos canais televisivos. Segundo Enzo Traverso, esse crepúsculo tem várias razões: o fim das utopias do século XX, a guinada conservadora dos anos 80, a mercantilização da cultura, as desilusões de uma geração. Em um mundo "pós-ideológico" onde a política se nutre cada vez menos de idéias, o intelectual foi substituído pelo "especialista" a serviço dos poderosos e do especialista em comunicação. Os movimentos sociais ficaram órfãos. Nesse novo cenário, no entanto, o pensamento dissidente não desapareceu. Enzo Traverso capta os sinais que anunciam uma nova articulação entre produção de conhecimento, crítica do poder e empenho político. Um balanço e um desejo de reinventar o intelectual do nosso século. Edmund Burke (1730 - 1797) é um dos nomes centrais da história das ideias políticas. Mas será Burke um autor filosoficamente coerente? Ou apenas alguém que respondia aos desafios do seu tempo sem radicar as suas posições numa particular teoria política? Este ensaio defende a consistência do pensamento de Burke, alicerçada na sua reflexão sobre a natureza humana.
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